O Telecurso virou o Youtube Edu

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O Telecurso virou o Youtube Edu

Video aula existe há décadas. A ideia é bem simples e instigante, gravar uma boa aula para torná-la disponível à uma maior quantidade de alunos. Já houve tempo em que se pensava que esse formato iria substituir aulas tradicionais, mas hoje já se admite que vídeo aulas são apenas um complemento ao já consolidado modelo de aula presencial, presente nas escolas.
O que revive interesse nesse formato educacional nos últimos anos é, sem dúvida, a revolução tecnológica provocada pela internet, particularmente no momento que a velocidade da internet ficou rápida o bastante para transmitir vídeos com facilidade. O surgimento do YouTube e sites similares também impacta esse renovado interesse.
Mas o que é uma vídeo aula? Gravar o professor aplicando uma aula presencial comum, típica em salas de aula, com pausas para colocar o conteúdo na louça, movimentação inconstante pela sala de aula e interação com os alunos, podem funcionar muito bem nas escolas, mas quando é transportado para o vídeo, torna-se apenas um modelo cansativo e que abre mão de todo os recursos que o novo formato trás.
O formato de vídeos na internet foi evoluindo ao longo dos anos. Eventualmente se notou algumas características do público que consome esse material. Vídeos educacionais de menor duração, com auxílio de imagens e contendo humor, ao menos em pequenas quantidades, tendem a se destacar entre os demais.
Essas características são evidentes nos populares vídeos do canal de YouTube, Crash Course, com mais de 600 vídeos educacionais com cerca de 10 minutos cada, abordando temas desde de literatura até física, que possuem milhões de visualizações e são feitos desde de 2012. É provavelmente o canal educacional mais bem sucedido no YouTube, tanto em número de visualizações quanto longevidade.
Uma questão importante é que diferente da aula tradicional na escola, a videoaula tem concorrência. Essa concorrência pode ser porque a videoaula divide espaço com outras mídias no computador e na televisão ou porque já existe um grande número de professores gravando as aulas.
Apesar de todos os benefícios de alcance que as videoaulas apresentam, ela também transforma a aula em uma mercadoria, que vai ser avaliada friamente e muitas vezes esquecida nas “prateleiras” do Youtube. Em resumo, não é do interesse do professor criar um vídeo que será ignorado ao ser perdido no meio de tantas opções disponíveis ao usuário.
A importância do entretenimento nesse formato pode ser ressentida por alguns educadores, mas é inquestionável. A tendência é que uma quantidade cada vez maior de educadores e tutores se adaptem ao formato educacional promovido no YouTube. Não faltam modelos a serem seguidos. Alguns exemplos, nacionais e internacionais: Vsauce, Veritasium, Life Noggin, Minute Physics, Nerdologia, Manual do Mundo e BláBláLogia.

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