Sistemas de avaliação – A avaliação lúdica!

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03/08/2017
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Sistemas de avaliação – A avaliação lúdica!

Estratégias de avaliação são um tema de constante debate. A própria necessidade da avaliação é muitas vezes questionada. Avaliações de múltipla escolha, dissertativas, por projetos, auto avaliação e tantas outras possibilidades já foram propostas e testadas, sem haver um consenso com relação à importância ou necessidade de uma estratégia em particular. Cada sistema de avaliação possui vantagens e desvantagens claras.
Por que precisamos de avaliações? De maneira simplificada: por causa do funil. Em algum momento da vida haverá uma demanda maior que a oferta, e participantes serão classificadas através de processos de avaliação. Esse é um fantasma que assombra a formação de alunos, por mais que a pedagogia já tenha conseguido encontrar boas respostas para avaliar a aprendizagem, em algum momento o aluno vai se deparar com provas regulares, que na maioria dos casos só nos desperta más lembranças. Seja uma prova de ENEM ou parte de uma entrevista de emprego, a temida prova é inevitável.
Então como conciliar as novas estratégias educacionais, que favorecem um processo de avaliação continuada, com esse velho modo de classificar indivíduos? Uma alternativa favorecida pela Final Quest são as chamadas avaliações lúdicas. Avaliações que adotam estratégias inspiradas por jogos para realizar um processo de avaliação que não pressiona o aluno.
De certa forma, todo jogo é uma forma de avaliação que acontece ao longo do processo de aprendizagem. O ato de jogar melhora a habilidade do jogador e a pontuação final reflete seu crescimento. De acordo com esse exemplo, caso o jogo exigisse conhecimento relevante à formação educacional do indivíduo, ele seria considerado uma excelente ferramenta de ensino-aprendizagem.
Um ensino com ferramentas lúdicas é, portanto, uma boa alternativa à um sistema de avaliação tradicional, pois remove do aluno a pressão normalmente associada à esse processo. Um processo de avaliação é importante, mas muitas escolas chegam a abdicar o uso de provas ou até mesmo notas graças à pressão que isso gera no aluno. Avaliar de forma que o aluno não se sinta avaliado é uma possibilidade interessante.
O uso de jogos ou estratégias lúdicas de ensino também favorece um cenário no qual o aluno recebe uma aprendizagem orientada à projetos. Uma forma de avaliação que permite uma aplicação prática do conteúdo. É importante utilizar um modelo de avaliação completo. Uma avaliação de múltipla escolha, por exemplo, muitas vezes favorece um processo de memorização ao invés da aplicação e compreensão mais profundas da informação.
O processo de avaliação ainda é necessário, particularmente com relação às ciências exatas. Uma escola precisa preparar o aluno para uma avaliação tradicional, pois a mesma ainda é utilizada na avaliação do ENEM e mesmo como parte de diversas entrevistas de emprego. Como parte da formação do indivíduo, aprender a ser criticado e avaliado é uma característica importante de sua formação, especialmente no mercado de trabalho e na vida acadêmica.
Como fazer avaliações que conciliam os novos modos de ensino-aprendizagem com os velhos modos de avaliação? É uma pergunta que irá persistir por algum tempo, mas esperamos que os projetos da Final Quest sejam uma forma de adicionar algo de valor à essa discussão.

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