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Tecnologia para que?

O primeiro pensamento da escola, quando falamos de ambientes digitais, é ânsia em ser tecnológica e estar por dentro do mundo atual. Isso aconteceu com os sites nos anos 90, onde era um diferencial ter um acesso via internet. Nos anos 2000 foram os sistemas online, passamos pelo boom das redes sociais e agora entramos na era dos aplicativos.
Infelizmente, essa ânsia pela tecnologia é pouco entendida pelos mantenedores, diretores, coordenadores e professores, fazendo com que a eficácia das ferramentas se tornem grandes vilões. A corrida pelo website gerou hábitos ruins quanto a divulgação de informação das instituições, carregado de conteúdos institucionais e complexa teia de páginas que apenas existem com um único propósito: agradar a equipe administrativa e pedagógica.
Os sistemas online, ou área do aluno, que foram implementados são complexos, feios e confusos, muitas vezes sendo necessária a criação de tutoriais de como utilizar o sistema. Alguns não estão alocados em locais apropriados, gerando falhas no acesso. Outros não abrem em determinados navegadores por serem mais novos.
Os aplicativos estão sendo criados como mais um canal de bombardear os pais com informações da instituição, sem um propósito definido ou sem um estudo de sua efetiva usabilidade. Atualmente aplicativo é o que está sendo utilizado para inflar o ego da instituição e marcar como um diferencial que, em realidade, junto ao site e o sistema online, gera informação duplicada.
Além de tudo isso, ainda ficamos com ferramentas obsoletas que não avançaram junto com a tecnologia, estagnados no tempo em que foram desenvolvidos sem uma manutenção e mudança de comportamento.
Claro que nenhuma dessas três ferramentas são ruins. Existem muitos pontos interessantes e eficazes, como no caso do “estou chegando” dos aplicativos, onde os pais informam a proximidade do colégio para buscar seus filhos. As diversas opiniões dentro das instituições levam, muitas vezes, ao fracasso do uso da tecnologia, por falta de conhecimento técnico ou apreço em demasia pelos conteúdos e regras educacionais.
Se analisarmos o público alvo dessas ferramentas, encontramos apenas os pais de alunos que já fazem parte do colégio, sendo de uso restrito e/ou contém informações voltadas para esse mesmo grupo.
Assim cria-se um cenário conflitante entre a metodologias pedagógicas vigentes e as novas necessidades criadas pela tecnologia. Infelizmente, ou a escola começa a fazer concessões e aceitar as mudanças que a tecnologia introduziu na sociedade, ou cada vez mais a escola vai ser considerado um espaço retrógrado e que não sabe utilizar as novidades em seu favor.

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